Particularmente, dos 3 risotos que ensinei na última aula, esse é o que mais me orgulho em fazer.
Conseguir extrair essa coloração da tinta de Lula e trabalhar bem o risoto para conseguir extrair o máximo de cremosidade dele é um trabalho cansativo, mas peculiarmente adorável. A escolha de um bom arroz realmente faz a diferença. E como, em tudo que fazemos, cada detalhe de um prato é fundamental para extrairmos o melhor de cada um. Assim como na vida, cierto?
Pois bem, o detalhe desse, e aí vão algumas dicas, é 'amantecar' bem o risoto (extrair bem o amido do arroz) sempre utilizando um caldo quente para que a preparação do risoto não perca calor. Nesse caso foi um caldo de camarão - dicas do chef Claudio Mesquita. E ainda, quando fores adicionar a lula - cortada em anéis - não demore nem deixe-a por pouco tempo na panela. Para que não fique nem muito dura nem muito crua, mas sim no ponto. Depois é só adicionar a tinta de lula, para dar essa cor ao risoto, que possui essa peculiaridade, e criar em cima. Nesse puxei alguns camarões médios com um pouco de azeite de Oliva espanhol (Borges), alho, cebola bem picadinha, tomate concassé (sem pele e sem polpa), e abobrinha italiana cortada em brunoise (cubos bem pequenos e idênticos, cerca de 0,5 cm cada). Cuidado também ao saltear os camarões. Devem ficar tenros e macios. Você verá quando estiverem prontos quando sua cor translúcida ir dando esse tom rosado e lindo! Corrija o sal, adicione um pouco de pimenta, 30g de manteiga para dar briho ao risoto e... voilà!
Carpe Diem!

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